Dra. Mariana Dubrull

Dermatite de contato: entenda o problema

Dermatite de contato: entenda o problema

É uma reação inflamatória na pele decorrente da exposição a um agente capaz de causar irritação ou alergia. O surgimento de tais problemas pode ser alarmante, principalmente porque muitas vezes não se sabe sua origem e o forma de tratamento adequada. Neste artigo, trataremos de uma dermatite muito recorrente e inclusive desconhecida por vários de seus portadores: a dermatite de contato.

Também conhecida como eczema de contato, é uma inflamação na pele causada pelo atrito com algum agente que provocou uma reação adversa. É caracterizada pelo aparecimento de coceira, vermelhidão, erupção cutânea e até descamação da pele.

Tipos de dermatite de contato

Dermatite alérgica

A dermatite alérgica aparece quando há repetidas exposições à substância reativa. Ela surge a partir de ações do sistema imunológico, e por isso pode levar meses para aparecer após o primeiro contato.

Esse tipo de dermatite causa erupções vermelhas na pele e, nos casos mais graves, até bolhas. As lesões da pele acometem o local de contato com a pele, podendo se estender à distância.  Essa forma de dermatite de contato aparece, em geral, pelo contato com produtos de uso diário e frequente, como perfumes, cremes hidratantes, esmaltes de unha e medicamentos de uso tópico, entre outros.

Existem também casos nos quais o indivíduo tem contato com o alérgeno e a reação só aparece após a exposição ao sol como o sumo de frutas cítricas e perfumes. .Neste caso, a dermatite é conhecida como dermatite de contato fotoalégica. Outros itens podem entrar em contato com a pele quando carregados pelo ar, como inseticidas em spray e perfumes para ambientes. As dermatites de contato podem ocorrer tanto no ambiente doméstico como nas atividades de lazer e no trabalho.

Dermatite Irritativa

A dermatite irritativa costuma ser a mais comum. Ela surge quando há um contato da pele com a substância reagente, gerando uma irritação imediata. Vale acrescentar que a gravidade do problema varia de acordo com cada indivíduo e também com o tempo de exposição à substância.

Seus principais sintomas são vermelhidão, pele áspera e seca. Na maioria das vezes, a principal sensação ocasionada é de queimação e dor no local afetado. As regiões do corpo normalmente atingidas pela dermatite irritativa são as mãos e o rosto. As lesões da pele geralmente são restritas ao local do contato

Por sua vez, os principais causadores da reação são produtos de limpeza, solventes químicos e conservantes de cosméticos à base de cloreto de alumínio.

Existem alguns produtos que causam reação tanto para a dermatite alérgica, quanto para a irritativa, tais como níquel, metal muito usado em bijuterias; antibióticos e anti-inflamatórios; fragrâncias; desodorantes; detergentes; sabonetes; látex; formaldeído (presente nos esmaltes) e tecidos sintéticos, dentre outros.

É importante mencionar que existe também a chamada dermatite ocupacional, que ocorre quando o indivíduo entra em contato com reagentes alérgicos no ambiente de trabalho.

Quando o assunto é o tratamento das dermatites de contato, o processo varia de acordo com a gravidade do quadro apresentado pelo paciente. Podem ser usados medicamentos antialérgicos via oral ou uso tópico, como pomadas. O uso de loções hidratantes neutras ajuda a reduzir os sintomas e a proteger a pele, prevenindo novas lesões.

O mais indicado, entretanto, é procurar um médico dermatologista já com o surgimento dos primeiros sintomas.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como dermatologista em Araraquara!

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Muito além da aparência: conheça os benefícios do rejuvenescimento íntimo

Muito além da aparência: conheça os benefícios do rejuvenescimento íntimo

A partir dos 30 anos, em média, o corpo humano começa a entrar num processo de envelhecimento natural, cuja velocidade dependerá da constituição física individual e dos seus hábitos cotidianos. Mas quando se fala em envelhecimento o primeiro pensamento se direciona para as rugas faciais e a fraqueza óssea, porém esse processo serve para todo o corpo, inclusive as áreas íntimas.

O envelhecimento feminino é marcado pelo período que antecede a menopausa, quando a gradual baixa de produção hormonal começa a apresentar muitos sintomas. Dentre eles a falta de lubrificação vaginal e sua flacidez, dificultando as relações sexuais e apresentando até mesmo dor e falta de desejo.

Como acontece o envelhecimento íntimo

A vida reprodutiva da mulher começa a ser projetada desde antes de seu nascimento, com a produção dos óvulos que irão ou não ser utilizados ao longo de sua fase adulta. Do início da menstruação na puberdade até o fim do ciclo na maturidade, o corpo feminino passa por inúmeros processos de transformação causados pela presença dos hormônios progesterona e estrogênio.

Quando a produção desses hormônios começa a diminuir, especialmente durante o climatério, o corpo reage a sua ausência. Especialmente os próprios órgãos genitais, cujos tecidos dos pequenos lábios, a uretra, vagina e clitóris podem atrofiar e causar uma irritação crônica, assim como secura vaginal que pode gerar dor na atividade sexual e diminuir o desejo sexual.

A ausência desses hormônios é a característica principal do envelhecimento íntimo. Há uma diminuição da massa muscular e conjuntiva, assim como todos os tecidos, ligamentos e músculos que envolvem o assoalho pélvico. É o assoalho pélvico que dá suporte a vagina, bexiga, útero e reto, que quando perde sua elasticidade pode ceder ou até mesmo cair. Os sintomas desse processo é a dificuldade de controlar a urina, incontinência intestinal e dor no sexo. Quanto mais filhos a mulher tiver, maiores são as chances de ter o problema.

Mas é a aparência da região íntima o maior incomodo feminino. Como a vagina também envelhece, fica mais escura, flácida e sem volume com o tempo, fazendo com que a mulher não se sinta a vontade com seu próprio corpo. Os efeitos psicológicos são muito maiores e pode até impedir a mulher de usar biquínis, lingerie e se sentir plena para o sexo.

É possível o rejuvenescimento íntimo

A dermatologia hoje apresenta métodos não invasivos, capazes de estimular a produção de colágeno e consequentemente diminuir a flacidez e outros efeitos colaterais como falta de elasticidade, dores no ato sexual, perda de lubrificação e até a vulnerabilidade para surgirem infecções.

O rejuvenescimento íntimo se popularizou no Brasil a partir de 2015 e vem apresentando grande procura entre as mulheres. Antes elas se sentiam mais constrangidas de procurar ajuda, mas hoje os tratamentos estão muito mais acessíveis.  A maioria das mulheres que buscam o tratamento tem mais de 40 anos, que já estão mais próximas da menopausa.

Em geral o dermatologista faz um diagnóstico da parte externa da vagina e indica o repasse da informação ao ginecologista da mulher, que pode oferecer um tratamento auxiliar como é o caso de infecções e reposição hormonal que podem ampliar os resultados positivos do rejuvenescimento íntimo proposto.

O tipo de tratamento dependerá do efeito desejado e da evolução do problema na paciente. Há tratamentos como o Elixir Íntimo, indicado para diminuir a flacidez da vulva usando a técnica da radiofrequência focada. Não há nenhum corte e logo na primeira sessão a paciente já pode perceber efeitos positivos.

O laser fracionado Pixel CO² estimula a regeneração celular da região e a produção de colágeno. Dessa forma é possível garantir um reforço das paredes vaginais, uma melhor lubrificação e desejo feminino. Outro tratamento a laser é o Spectra que ajuda a remover as lesões pigmentares vindas de manchas na virilha, muito comum em depilações e uso de roupas mais apertadas.

Já o Peeling Íntimo elimina as células mortas através da aplicação de ácidos, trazendo uma pele mais lisa, clareada e com aspecto mais jovem. Outra técnica muito comum é o preenchimento com ácido hialurônico, que pode ajudar a levantar a flacidez da região.

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5 causas comuns da pele seca

5 causas comuns da pele seca

Pele oleosa é o pesadelo de muitas pessoas que querem manter uma aparência mais limpa e saudável. Contudo, quem pensa que uma pele seca por completa é algo positivo se engana. Aliás, essa situação pode gerar uma série de problemas e não é sinônimo de prevenção contra acnes, rugas e outros problemas cutâneos.

Para alguns, essa condição é algo nocivo e nem sempre as pessoas sabem o que realmente causa a incidência da secura da pele. Alguns motivos são tão óbvios e outros tão comuns que muitos não imaginam o impacto que isso causa para o surgimento do problema. Seis fatores influenciam fortemente para que a superfície cutânea fique mais seca, mas podem ser revertidos com atitudes corretas.

Pele seca: por que surge?

1) Hidratação fraca

Todos sabem que beber água é essencial. Mas o quanto você bebe de água por dia? Será que é o bastante? Beber pouca água pode influenciar numa pele mais seca e mais frágil. A água  mantém a pele umedecida e estimula a produção de agentes ativos que rejuvenescem a pele, como o colágeno. A dica já é comum, mas precisa ser lembrada: é importante beber 2 litros de água por dia!

2) Muitos banhos

Tomar banho é algo higiênico, mas a ação excessiva pode prejudicar a consistência da pele, deixando-a mais seca e a camada gordurosa é eliminada com muita intensidade. Às vezes a quantidade de banhos nem se torna o problema, mas o tempo demorado pode prejudicar a proteção do órgão.

3) Ambiente muito quente e seco

Por falar em secura, o calor também apresenta relevância na condição. Locais muito quentes podem alterar a temperatura ideal da pele e deixá-la mais quente a ponto de perder sua umidade. É bom hidratá-la, seja com hidratantes, bebendo água ou estando em locais mais arejados e ventilados.

4) Sabonete

O sabonete também pode ser um perigoso vilão da pele. Isso porque a maioria dos sabonetes que as pessoas usam apresenta um nível detergente muito alto, o que diminui drasticamente a quantidade de sebo que é responsável pela hidratação natural de nossa pele. A troca por sabonetes líquidos é aceitável porque sua concentração desengordurante é bem menor e possui um pH que não altera a consistência da pele. Procure sabonetes com ph Syndet (ph 5- fisiológico da pele), lembrando que a maioria dos sabonetes comercializados tem o ph muito alcalino (entre 9 e 11)- prejudicando ainda mais a desidratação da pele.

 

5) Diabéticos e portadores de doenças de pele

E falando nessas doenças, diabéticos e pessoas com doenças de pele também podem apresentar pele seca. O ressecamento é mais intenso a ponto de provocar feridas caso a pele não seja tratada e hidratada com frequência. O uso de medicamentos e hidratantes específicos pode ajudar a deixá-la mais macia e firme, mantendo temperatura e umidade consideráveis para proteção.

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Fungos no couro cabeludo: sintomas, causas e tratamentos

Fungos no couro cabeludo: sintomas, causas e tratamentos

Coceira, crostas, manchas avermelhadas, bolhas, descamação e quebra de cabelo são alguns sinais que merecem uma avaliação dermatológica, pois podem ser sintomas de fungos no couro cabeludo.

Uma das principais  doenças causadas por fungo no couro cabeludo e a Tinea do couro cabeludo. A tinea capitis é um tipo de dermatofitose. Nos Estados Unidos, a tinea capitis é causada principalmente pelo fungo Trichophyton. A tinea capitis é altamente contagiosa e muito comum entre as crianças.

Os fungos no couro cabeludo são micro-organismos que alimentam-se de células mortas, existentes na região, cabelos, unhas e outras partes da pele. Por essa razão, as micoses podem ser transmitidas com muita facilidade de uma área a outra do corpo e também de um indivíduo para outro.

Uma pessoa com fungos no couro cabeludo poderá contagiar outra pessoa, ao compartilhar a mesma cama e objetos de uso pessoal, como pentes e escovas de cabelo, toalhas de banho, bonés, chapéus e lenços de cabeça.

Como esses fungos crescem mais rapidamente em ambientes molhados e quentes, o couro cabeludo úmido e sujo oferece as condições adequadas para que eles se desenvolvam.

Sintomas de fungos no couro cabeludo

Coceira, manchas avermelhadas e descamação são alguns dos sintomas de fungos no couro cabeludo. Outra consequência é a quebra de cabelo, mais perto da base, formando espaços vazios (sem fios de cabelos) em alguns pontos da cabeça.  

kerion

Uma infecção causada por dermatófito ocasionalmente causa kerion, que é uma placa grande, dolorida, inflamada e inchada no couro cabeludo, e que às vezes secreta pus. Um quérion pode ter bolhas e crostas e pode se parecer com um abscesso (bolsa de pus). Um quérion é causado por uma reação do sistema imunológico ao fungo e pode resultar em perda de cabelo com cicatriz.

Diagnóstico e tratamento

O diagnóstico é feito pelo dermatologista. Em geral, o exame clínico é suficiente para detectar a ação de fungos no couro cabeludo. Outros exames como o micológico direto e a cultura poderão ser solicitados, caso o médico considere necessário investigar, mais detalhadamente, o tipo de microrganismo que está causando a infecção.

É importante saber, contudo, que o tratamento dessa condição é demorado, pois os agentes patogênicos são bem resistentes. Portanto, o sucesso do tratamento depende do comprometimento do paciente com todas as prescrições médicas.

O tratamento pode ser feito à base de medicamentos apropriados, prescritos pelo médico, administrados por via oral, com duração de até dois meses. Durante e depois do tratamento com remédios, o médico poderá solicitar exames.

Xampus de uso medicinal também são uma forma bem eficaz de tratamento. No entanto, apesar de trazerem em sua formulação substâncias que combatem os fungos no couro cabeludo, esses produtos têm o efeito negativo de ressecar os cabelos, o que se acentua com seu uso prolongado. Mesmo assim, o uso local e a eficácia dos xampus fazem deles uma ótima opção no combate a esse problema.

Para quebrar o ciclo dos fungos, é importante adotar outras medidas:

  • Não compartilhar escovas de cabelo, pentes, toalhas e acessórios.
  • Higienizar escovas e pentes com hipoclorito de sódio (água sanitária).
  • Trocar toalhas de banho com mais frequência.
  • Manter o couro cabeludo limpo e seco.
  • Familiares devem passar por avaliação médica.

Os fungos no couro cabeludo podem ser de difícil combate, mas com ajuda especializada, as chances de cura são grandes.

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Você sabe o que é um nevo?

Você sabe o que é um nevo?

Você sabe o que é um nevo?

Se sua resposta para a pergunta acima foi “não”, você provavelmente está errado. O que eu quero dizer é: você sabe o que é, apenas não sabe que é chamado assim. Quer ver?

Nevo nada mais é do que uma pinta, sinal ou mancha na pele que a grande maioria das pessoas tem em algum lugar do rosto ou corpo. Ou seja, é bem possível que você possua alguns nevos, e isso não é nada com o que você precise se preocupar. Na maior parte dos casos, eles são benignos. Entretanto, certos quadros podem se tornar preocupantes por aproximarem o indivíduo do risco de melanoma, o mais conhecido dos cânceres de pele.

As pintas são resumidamente, tumores benignos formados por melanócitos, as células que dão cor à pele. É por isso que são chamadas de nevos melanocíticos. É comum que as pessoas tenham alguns espalhados pela pele. Eles podem ser congênitos (presentes desde o nascimento) ou surgirem ao longo dos anos.

Como identificar um Nevo Displásico:

São lesões maiores, podendo ser irregulares no formato e possuir vários tons. Seu diâmetro costuma ser maior que 6 mm; pesquisas afirmam que pessoas com dez ou mais nevos displásicos possuem 12 vezes mais chance de desenvolver o melanoma, tipo mais agressivo de câncer da pele. Geralmente é hereditário e pessoas com histórico familiar de melanoma são mais propensas a desenvolvê-lo.

O melanoma inicial não apresenta sintomas alarmantes, por isso, qualquer mudança em pintas suspeitas é sinal para procurar o dermatologista.

Definitivamente, o dermatologista é o profissional recomendado para analisar e identificar os nevos. Porém, se você é ansioso e quer ter uma ideia do que está acontecendo, vou te dar uma dica: há uma técnica para que pacientes percebam se estão correndo um risco maior de melanoma. Essa técnica se chama ABCDE.

A – assimetria
B – bordas
C – cor
D – diâmetro
E – evolução

Esses são os fatores que devem ser analisados, por poderem indicar perigo. As pintas saudáveis e comuns são normalmente simétricas, nas cores marrom ou castanho, menores que 6mm e não se alteram.

Já as lesões que apresentam riscos podem ser assimétricos, com bordas irregulares, cores diferentes (como vermelho, branco, preto e marrom, na mesma região) e grandes. Eles também podem mudar de forma, tamanho e espessura frequentemente.

Como se prevenir contra Melanoma?

A maior prevenção contra o melanoma é o uso de filtro solar. Além disso, é ideal também evitar a exposição solar nos horários de maior liberação de raios ultravioletas, entre as 10h e as 16h. Observar constantemente os sinais na pele é recomendado, para acompanhar caso ocorra alguma alteração que precise de investigação minuciosa. Se você é uma pessoa com múltiplos nevos, procure seu dermatologista para fazer um mapeamento névico.

A dermatoscopia é um instrumento extremamente útil na avaliação de pacientes com muitos nevos. É uma forma de se examinar as características dos sinais, pois amplia a imagem e permite a visualização de estruturas internas e de cores invisíveis a olho nu.

Visite um dermatologista ao menos uma vez no ano para um exame de rotina. Se notar alguns dos fatores ABCDE, vá imediatamente ao consultório.

Como é realizada a retirada do nevo?

Caso seja necessário fazer um exame para descobrir se sua pinta é um sintoma perigoso, provavelmente, a remoção da mesma será feita. Esse procedimento cirúrgico simples é chamado de exérese. Ele consiste na retirada completa do sinal, que será posteriormente enviado para análise em laboratório. Essa análise vai identificar se o nevo era benigno ou não.

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Herpes: o que é e como tratar

Herpes: o que é e como tratar

 

Você sabia que 99% da população adulta já teve contato com o vírus herpes simplex pelo menos uma vez na vida? Esse é um fato que passa despercebido para a maioria das pessoas porque provavelmente adquiriu imunidade na infância ou na adolescência, tendo infecção subclínica (assintomática) ou um único episódio, obtendo resistência ao vírus para toda a vida.

Na maioria dos casos, o herpes labial é causado pelo vírus do herpes simplex do tipo 1 (HSV-1), mas o vírus do herpes simplex tipo 2 (HSV-2), que é o principal causador do herpes genital, também pode provocar a herpes labial.

Em alguns poucos casos, a doença causada pelos herpesvírus pode se tornar reincidente, manifestando-se em determinadas situações, como quando o paciente, em razão de outras doenças, tem febre, no caso de exposição excessiva ao sol, situações de estresse, quando as defesas do organismo ficam enfraquecidas, e, nas mulheres, no período perimenstrual.

Tratamento da herpes

Nos casos em que a doença se torna crônica não há tratamento, porém trata-se de uma patologia autolimitada, que desaparece tão logo as defesas do organismo sejam restabelecidas.

A boa notícia é o advento de um novo medicamento, que tem como propriedade inibir a multiplicação dos vírus no interior da células. A substância multiplica por 20 a concentração de lisina no organismo, processo que reduz a recorrência de crises e, mesmo quando elas ocorrem, têm os sintomas reduzidos.

Além disso, aplicar hidratantes sobre as lesões ajuda a aliviar o desconforto. Em alguns casos, o médico pode receitar antivirais ou o uso de uma pomada tão logo apareçam os primeiros sintomas, que são a coceira e o formigamento.

Também faz parte do tratamento lavar as mãos, já que o contato das mãos com o vírus e, posteriormente, com outras partes do corpo e do rosto, inclusive os olhos, pode disseminar as lesões.

Quais os sintomas e como ocorre o contágio?

O contágio pelo simples ocorre pelo contato com gotas de saliva, por meio do beijo, pelo contato com a pele na fase contagiosa da doença ou mesmo com objetos contaminados com o vírus.

Consolidado o contágio, o vírus hospeda-se no organismo, principalmente nos gânglios. Na verdade, estima-se que aproximadamente 99% da população humana hospede o herpesvírus. A doença só se manifesta, todavia, em situações em que o sistema imunológico está enfraquecido.

As lesões podem aparecer também nas regiões genitais do homem e da mulher, uma vez que pode ser transmitido por meio de relações sexuais sem proteção. Nesse caso, é essencial combater a doença, que é fator de risco relacionado a outras doenças sexualmente transmissíveis.

Os sintomas são coceira, formigamento, aparecimento de bolhas, com vermelhidão e dor. A fase contagiosa da doença é aquela que ocorre antes e após o rompimento dessas bolhas. Após esse rompimento surgem pequenas feridas, cobertas com crostas, que rapidamente cicatrizam.

Para evitar o contágio pela herpes, a recomendação é sempre tomar cuidados com a higiene, evitar contato com pessoas que estejam na fase contagiosa, não usar roupas íntimas de outros indivíduos e sempre usar preservativos durante as relações sexuais.

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Tire suas dúvidas sobre o tratamento da celulite

Tire suas dúvidas sobre o tratamento da celulite

A lipodistrofia ginóide popularmente conhecida como celulite é dermatose inestética comum que afeta de 85% a 98% das mulheres de todas as raças. Dependendo da intensidade do quadro estabelecido, essa condição
pode ser responsável por relevantes distúrbios psicossociais.

A celulite tende a ocorrer nas áreas onde a gordura está sob a influência do estrógeno (hormônio feminino), como nos quadris, coxas e nádegas; de forma rara, pode ser encontrada também nas mamas, parte inferior do abdome, braços e nuca – curiosamente áreas em que é observado o padrão feminino de deposição de gordura.

Raramente é observada em homens, mas pode ocorrer quando houver algum desequilíbrio hormonal.

Provocada por  água no interior das células, gerando seu inchaço; inflamação tecidual; fibrose e acúmulo de gordura. A causa da celulite não é plenamente conhecida e é pouco estudada; existem inúmeras suposições não comprovadas.

O problema é como um fantasma no corpo da mulher e não é exclusivo de pessoas com sobrepeso, estando presente em mulheres mais magras. Mesmo sendo tão comum no universo feminino, há muitas dúvidas sobre como elas podem surgir e seus tipos de tratamentos, entre outros.

Entre os fatores de predisposição temos: o fator genético; as alterações circulatórios (vasculares e linfáticas), que é feita de maneira ineficiente, gerando resíduos e edema intersticial; as alterações hormonais, níveis de estrogênio (hormônio feminino) muito altos provocam disfunções no metabolismo que podem criar ou agravar a celulite; o estilo de vida, a má alimentação (excesso de açúcares e carboidratos), o sedentarismo, a tensão emocional e o excesso de toxinas no organismo contribuem para o aparecimento da celulite.

Saiba mais sobre a celulite e a forma de tratá-las

A celulite não tem cura definitiva, mas hoje em dia há uma série de tratamentos capazes de amenizar seu aspecto consideravelmente e diminuir as chances de reaparecimento. Há alguns fatores relevantes que podem determinar o sucesso do tratamento, como os hábitos cotidianos e a genética, sendo importante uma avaliação ampla não só da saúde, como também do que possa ter levado a paciente a adquiri-las.

Listamos abaixo uma série de perguntas e respostas para esclarecer as dúvidas mais pertinentes:

  • Como classificar os graus de celulite?

    Existem diferentes graus de celulite, avaliados através da “Cellulite Severity Scale” que a classifica como leve, moderada ou grave.Essa classificação avalia as principais características clínicas da celulite, sendo elas:

    • Número e profundidade de depressões
    • Aspecto das áreas elevadas da celulite
    • Presença de lesões elevadas
    • Presença de flacidez
    • Graus da antiga classificação.

    Cada um dos itens acima recebe uma pontuação de zero a três, e a soma total dos pontos vai mostrar se a celulite é:

    • Leve (1 a 5 pontos)
    • Moderada (6 a 10 pontos)
    • Grave (11 a 15 pontos).
  • Qual a causa real da celulite?

    As alterações no tecido de gordura que existe sob a pele. Elas tornam a microcirculação mais difícil, fazendo com que haja um aumento de tecido fibroso e consequente inflamação no tecido subcutâneo. Os músculos fracos também são motivos para o surgimento da celulite, pela falta de estímulo correto.

  • Os tratamentos para celulite são realmente eficazes?

    A celulite não tem cura, mas é possível conter seus avanços e diminuir bastante seu aspecto visual. Cada organismo reage de uma forma diferente a determinado tipo de tratamento para celulite. Há mulheres com maior tendência em acumular gorduras que outras e a combinação das ações devem ser avaliadas pelo médico.

  • Quais as dicas mais relevantes para diminuir as celulites?

    A primeira e mais importante dica é se preocupar mais com a alimentação. Quanto mais rica em nutrientes e pobre carboidratos e sal, menores serão as chances de desenvolver a celulite. Evite frituras, doces, refrigerantes e comer sem mastigar adequadamente o alimento. Beba muita aguá, em média 2 a 3 L por dia.

    A segunda dica é sair do sedentarismo e procurar atividades físicas que possam não só diminuir o sobrepeso, mas também proporcionar maior qualidade de vida.

  • Quais os tratamentos mais eficazes?

    Cada tratamento é específico para determinado grau de celulite. Alguns podem não dar resultados se a mulher estiver em avançado grau de celulite, enquanto outros são muito intensos para os casos mais leves. Os mais praticados são:

 

  • Drenagem linfática: massagem manual que ativa a circulação. Pode ser feita em todos os graus de celulite, como tratamento auxiliar;
  • Endermologia: massagem na pele feita por equipamentos, para atingir maior força e profundidade;
  • Sub incision: cirurgia de pequenas proporções, indicada para graus mais elevados de celulite. A anestesia é local e pode ser feita no consultório médico. Uma agulha ultrafina é inserida para cortar as fibras enrijecidas e parar o repuxamento da pele da região;
  • Laser: repara as células de gordura, recuperando as que estão dilatadas e os septos fibrosas;
  • Sculptra: ativando a formação de colágeno, que vai aumentar a espessura da pele, aumentando a elasticidade;
  • Radiofrequência multipolar: Trata as camadas superficiais e profundas da pele e tecido subcutâneo;
  • Ultrassom macrofocado: Destruição instantânea dos adipócitos superficiais e profundos. Destruição dos septos fibrosos da celulite.

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Depilação a laser: Outono-inverno é a melhor época do ano para realizá-la!

Depilação a laser: Outono-inverno é a melhor época do ano para realizá-la!

O outono / inverno é a melhor época do ano para fazer procedimentos estéticos na pele, entre eles, a depilação a laser, procedimento que elimina os pelos pela energia da luz, que é captada pela melanina. Sendo assim, a energia retarda a capacidade do folículo produzir um novo fio.

A maioria das pessoas precisa, em média, de 5 a 10 sessões para eliminar definitivamente os pelos (causando atrofia do folículo piloso), com um intervalo de 30  dias. Tudo depende da espessura do fio, coloração e cor da pele! 

Por que o outono-inverno?

As estações mais frias do ano, com suas baixas temperaturas, fazem com que as pessoas usem mais roupas, tampem o corpo, fazendo com que a pele fique menos exposta aos raios solares. A pele sem bronzeamento é ideal para a aplicação do laser, uma vez que, o alvo do laser para atingir o pelo é a melanina, sendo assim quanto maior o contraste  entre a cor da pele e a dos pelos, mais efetiva a sessão e menor a chance de queimadura. 

É importante ressaltar que, ao fazer depilação a laser, a pessoa não pode se expor ao sol por, no mínimo, quatro semanas antes do procedimento e um mês depois, usando diariamente protetor solar fator 30 ou mais. Esse é um grande motivo do aumento de 60% da procura por essa categoria de depilação.

Como o procedimento necessita de, aproximadamente, 5 a 10 sessões, em um intervalo médio entre de, no mínimo 30 dias, se a pessoa começar o tratamento no inverno, a depilação será finalizada no verão, época ideal para mostrar os corpos sem pelos.

Durante o tratamento não devem ser utilizados métodos que extraiam os pelos inteiros, desde a raiz, como cera, pinça e depilador elétrico. O uso de produtos descolorantes também deve ser suspenso. Como utilizamos mais roupas no inverno, essa é uma vantagem por poder esconde-los e deixa- los o crescer naturalmente para a próxima sessão, sem causar constrangimentos. O recomendado é raspar no dia anterior ao laser para que esse fique rente a pele.

Olhando os benefícios por outro ângulo, a pele lisinha, causada pela depilação, favorece a absorção de cremes hidratantes, sendo que a pele resseca bastante no inverno. Detalhe importante: o uso de alguns cremes e óleos deve ser evitado nas primeiras 24 horas pós procedimento.

Mas, só pode fazer nas estações mais frias?

Este período do ano é mais propício para fazer o procedimento, mas você também pode realizar a depilação a laser no verão e na primavera, já que a única restrição é o cuidado com o sol e não fazer o bronzeamento 15 dias antes da retirada dos pelos.

Lembre-se que é a depilação a laser é um processo gradativo, que demora algum tempo, então, independentemente da estação em que optar iniciar, é sempre importante fazer o preventivo e tomar os devidos cuidados.

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Dermatite atópica: diagnóstico e tratamento

Dermatite atópica: diagnóstico e tratamento

A dermatite atópica é a mais comum das alergia cutânea caracterizada por eczema atópico e é considerada  uma doença crônica e não transmissível, caracteriza-se por pele seca, erupções que coçam e crostas. Seu surgimento é mais comum nas dobras dos braços e da parte de trás dos joelhos- que coçam, provocam vermelhidão, inchaço e descamação que incomoda bastante.

Sua causa é desconhecida e a doença não tem cura, mas o tratamento permite uma boa qualidade de vida para o paciente. Mesmo atingindo pessoas de todas as idades, é muito comum em crianças e seus sintomas podem desaparecer a idade adulta.

Como ocorre a dermatite atópica

A falta de conhecimento sobre as causas da dermatite dificulta a descoberta de sua cura. Há muitas evidências de que ela seja genética, mas há também muitas influências ambientais que devem ser consideradas, além da baixa imunidade.

A hereditariedade da dermatite atópica leva a um quadro mais amplo de atopia, no qual o paciente pode apresentar outras doenças interligadas, como asma, bronquite, rinite e alergias alimentares. Também conhecida como asma de pele, é comum que mais de um familiar apresente sintomas dessa dermatite em algum momento da vida.

Situações como o contato com poeira, pólen,  mofo,  ácaros ou  animais;  consumo de certos alimentos, roupas de lã, tecidos sintéticos, banhos muito quentes, maquiagem, uso frequente de sabonetes e de detergentes podem servir como gatilho para o surgimento dos sintomas. O paciente com dermatite crônica apresenta coceira que piora com a transpiração e erupções avermelhadas que podem formar escoriações, facilitando infecções.

Fatores emocionais como estresse, depressão, ansiedade, frustrações, raiva e baixa autoestima, também influenciam na dermatite atópica, podendo ampliar os sintomas e a dificultar o tratamento.

Tratamento da dermatite atópica

O princípio básico do tratamento da dermatite atópica é manter o paciente afastado dos fatores de risco ou reduzir seu contato com eles. Embora a doença não tenha cura, há vários tipos de terapias que ajudam a controlar seus sintomas e desenvolvimento.

Assim, é essencial que a pele esteja sempre bem-cuidada, tanto em termos de higiene quanto de hidratação, para evitar as erupções. Além disso, devem ser adotados alguns hábitos diários que visam impedir o surgimento da doença, tais como:

  • evitar o banho de água quente, que provoca uma desidratação da pele. Melhor optar por banhos frios e mornos.
  • usar creme hidratante diariamente, logo após o banho, para manter a pele macia e hidratada.
  • beber pelo menos dois litros de água por dia.
  • evitar o uso de tecidos de lã e sintéticos.
  • usar protetor ou bloqueador solar sempre que se expor ao sol, mesmo em caminhadas cotidianas.
  • usar luvas se precisar ter contato com detergentes.
  • procurar usar maquiagem moderadamente e utilize sempre produtos antialérgicos.
  • evitar o consumo de alimentos com glúten e lactose.
  • valorizar alimentos ricos em nutrientes para manter o sistema imunológico fortalecido.
  • controlar o estresse: faça mais pausas, valorize momentos com a família, passeios agradáveis e a meditação.

Os cuidados com a pele para quem sofre com a dermatite atópica são muitos, mas com a ajuda de um dermatologista, os resultados do tratamento serão bem satisfatórios.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como dermatologista em Araraquara!

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Hidrosadenite, como tratar?

Hidrosadenite, como tratar?

A hidrosadenite pode ser caracterizada como uma doença crônica presente na pele, que ocasiona o surgimento de pequenos nódulos inflamados debaixo da camada da pele.

A hidradenite supurativa é uma doença de pele crônica inflamatória. A doença geralmente surge em locais que a pele possui uma prega e onde há contato de uma parte da pele com outra, como nas axilas, virilhas, genitais, intramamárias, umbigo e dobra das pernas e dos braços. A pele destas áreas é mais rica em um tipo de glândula, a sudorípara apócrina. Acredita-se que a hidradenite supurativa representava uma inflamação, ou infecção, destas glândulas.  As causas da hidradenite supurativa ainda não estão bem estabelecidas, mas ela pode ser considerada uma doença autoinflamatória, quando ocorre uma resposta inflamatória exagerada que agride e danifica a pele e as estruturas associadas.

Não existe cura para a hidrosadenite, porém, os sintomas podem ser aliviados e controlados com alguns tratamentos.

Vale dizer que a hidrosadenite costuma afetar mais mulheres do que homens, e ocorre em qualquer idade, porém é bem mais comum na fase da puberdade.

Os principais sintomas são:

  • nódulos na pele, que parecem “espinhas internas”;
  • dor e sensibilidade;
  • cicatrizes persistentes mesmo com o desaparecimento dos nódulos;
  • formação de fístulas ou túneis (canais) sob a pele;
  • inflamação da pele;
  • vermelhidão intensa;
  • nódulos persistentes e doloridos, que podem durar por semanas ou meses;
  • nódulos que aumentam de tamanho;
  • cicatrizes permanentes.

Existem diversos tipos de tratamentos para a doença, como a ingestão de remédios como: antibióticos, corticóides e imunomoduladores, que possuem ações específicas, tais quais:

  • antibióticos: ajudam a não aparecer nódulos inflamados na pele e são utilizados em forma de pílulas ou pomadas.
  • corticóides: servem para serem injetados nos nódulos com o intuito de reduzir a inflamação durante os período de crise ou utilizados na forma de comprimidos para suprimir os sintomas.
  • imunomoduladores: tem o objetivo de reduzir a resposta imunitária, fazendo com que o nódulo não se desenvolva. Indicado em casos graves e refratários.

Porém, dependendo do grau de gravidade da doença, os medicamentos não fazem tanto efeito, não sendo possível controlar os sintomas. Nesses casos, o dermatologista, o profissional mais recomendado para tratar o caso, pode recomendar a realização de cirurgia.

Cirurgia para hidrosadenite

A cirurgia para hidrosadenite geralmente é indicada para casos mais persistentes da doença, no momento em que não é possível atenuar os sintomas apenas com medicamentos.

É importante ressaltar que o tipo de cirurgia depende da quantidade de pele afetada. Quando é uma pequena parte da pele que está sob efeito da doença, é feito apenas um pequeno corte para drenar os nódulos com o intuito de aliviar a dor e o inchaço na região.

Já em áreas maiores, por sua vez, o especialista tem a opção de retirar toda a pele com a doença e substituí-la por um enxerto de pele saudável de outra parte do corpo. É importante ressaltar que, embora esta intervenção cirúrgica possa remover a hidrosadenite na região, não impede o surgimento da doença em outros locais da pele.

Depois da cirurgia, existem algumas ações que podem ser tomadas para trabalhar no preventivo da doença. Que são:

  • contínua higiene local;
  • evitar o desodorante antitranspirante e desodorante;
  • uso de sabonetes antissépticos;
  • aplicação de compressas quentes com solução de cloreto de sódio;
  • uso de roupas confortáveis;
  • preferência por depilação à laser;
  • descontinuação do tabagismo e do uso regular de bebidas alcóolicas.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como dermatologista em Araraquara!

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