hiperidrose

Hiperidrose: quais são os principais tratamentos?

A hiperidrose, também chamada de sudorese, é uma condição que provoca suor excessivo mesmo em situações que não são propícias. Em altas temperaturas ou após a prática de atividades físicas, é comum que qualquer pessoa produza muito suor – no caso do problema, no entanto, o desconforto pode acontecer a qualquer momento devido ao hiperfuncionamento das glândulas sudoríparas.

Atingindo principalmente mãos, pés e axilas, a hiperidrose pode ser uma condição genética, ou seja, manifestar-se a partir da hereditariedade, mas outras causas comuns incluem menopausa, ansiedade, doenças cardíacas e diabetes.

Vale ressaltar que o suor é extremamente importante para a manutenção na nossa temperatura corporal, mas sua produção em excesso pode ser favorável a micoses, assaduras e até infecções, sendo inclusive reconhecida como doença sob o código R61.0 na Classificação Internacional de Doenças (CID-10). Há, ainda, o constrangimento gerado pelo problema, que muitas vezes interfere significativamente na autoestima e na qualidade de vida.

Mas como, afinal, tratar a hiperidrose?

Conheça os principais tratamentos para a hiperidrose

O tratamento para o suor excessivo varia de acordo com a intensidade do problema e a região afetada, e deve ser indicado com base no quadro específico de cada paciente. Só um médico poderá avaliar a condição de forma criteriosa!

Antitranspirantes e Medicamentos

Nos casos mais leves e simples, o médico pode prescrever antitranspirantes específicos para bloquear a saída das glândulas sudoríparas, além da recomendação de utilizar mais roupas de algodão (que favorecem a transpiração) no dia a dia.

Para situações mais um pouco mais agravadas, podem ser recomendados medicamentos à base de oxibutinina, que atuam internamente nas glândulas e minimizam sua ação.

Iontoforese

A iontoforese consiste em um impulso elétrico que atravessará a pele e formará uma espécie de barreira para as moléculas de água. No processo, dois eletrodos são posicionados sobre a pele na área a ser tratada, sendo que a frequência e duração das sessões varia de acordo com a severidade da hiperidrose.

Botox

Muito conhecido por suas propriedades estéticas, o Botox também tem uma grande gama de aplicações terapêuticas, especialmente para o caso do suor excessivo. Por causa do seu poderoso efeito de relaxamento muscular, a toxina botulínica pode ser aplicada em regiões com grande concentração de glândulas sudoríparas, inibindo a produção de suor por até 10 meses.

A aplicação ocorre através de injeções e pode ser feita nas mãos, pés e axilas, locais em que normalmente essa condição é manifestada.

Recurso cirúrgico: simpatectomia torácica

Nem sempre as opções paliativas e menos invasivas têm o efeito esperado. Nesses casos,  é indicada a cirurgia para hiperidrose, chamada de simpatectomia torácica.

Nessa cirurgia, através de uma câmera e de instrumentos cirúrgicos finíssimos, chega-se até o nervo simpático, onde são realizados pequenos cortes a fim de diminuir o estímulo das glândulas sudoríparas (minimizando a produção exagerada de suor).

É importante acrescentar que esse procedimento é indicado somente para uma sudorese sudorese exacerbada em diversas partes do corpo, tais como rosto, pescoço, couro cabeludo, costas, tórax, abdômen, axilas mãos e pés.

A cirurgia tem curta duração (cerca de uma hora), mas exige anestesia geral e repouso de pelo menos duas semanas.

A hiperidrose é um problema que provoca bastante impacto na vida de quem o possui. Assim, é importante e natural procurar ajuda médica para o devido tratamento!

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como  dermatologista em São Paulo e Araraquara!

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